Tratorista com insuficiência coronariana crônica tem direito ao auxílio-doença

Foto: Freepik

A 7° Turma do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) garantiu a concessão do auxílio-doença para um tratorista com insuficiência coronariana crônica.


Desde março de 2015, o tratorista de 50 anos está totalmente incapacitado para o trabalho habitual que exija muitos esforços físicos. Isso, porque ele sofre de insuficiência coronariana crônica com disfunção ventricular. Essa é uma deficiência de irrigação na parede do coração. Após os pagamentos do auxílio-doença terem cessado, o trabalhador entrou com uma ação solicitando restabelecimento do auxílio-doença. Além disso, o tratorista também pedia a conversão do benefício em aposentadoria por invalidez. No entanto, a Justiça Estadual de Nova Andradina/MS negou o pedido, e o trabalhador recorreu ao TRF3.


Ao analisar o caso, o TRF3 entendeu que o tratorista preenchia todos os requisitos necessários para a concessão do auxílio-doença. Conforme os laudos da perícia, o segurado não possui mais condições de exercer a atividade de tratorista. Portanto, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) pode submetê-lo à reabilitação profissional para possibilitar o exercício de uma nova profissão. Assim, conforme decidido pelo TRF3, o INSS deve reestabelecer o auxílio-doença, a partir de 8 de Junho de 2018, data seguinte a cessação indevida. (Processo: 5000918-69.2020.4.03.9999)

Fonte: TRF3

Compartilhe

Você também pode se interessar por

1 de julho de 2026
O Instituto Nacional do Seguro Social publicou uma portaria com diretrizes sobre o cadastro biométrico nos pedidos de benefícios previdenciários e assistenciais.
24 de junho de 2026
Imagine um trabalhador rural que passou anos em uma fazenda com carteira assinada. Todos os dias, ele lidava com defensivos agrícolas, poeira, calor intenso, ruído de máquinas, tratores, colheitadeiras e contato direto com ambientes que exigiam esforço físico pesado.
19 de junho de 2026
Entenda o que pode descaracterizar o segurado especial rural e quais cuidados o advogado previdenciarista deve ter na análise documental antes de protocolar o pedido no INSS.